Moraes pede ao Itamaraty detalhes sobre agenda de assessor de Trump que quer visitar Bolsonaro

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes solicitou nesta quarta-feira, 11, que o Itamaraty envie informações sobre a agenda de Darren Beattie no Brasil. O objetivo é esclarecer se o assessor de Donald Trump possui compromissos no País e se pediu para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na Papudinha, em Brasília.

O STF já havia autorizado que Darren Beattie se encontrasse com Bolsonaro na próxima quarta-feira, 18. Os advogados de Bolsonaro, no entanto, protocolaram um pedido para remarcar a visita para segunda-feira, 16, ou terça-feira, 17, afirmando que o assessor já possui agendas no Brasil que não podem ser remarcadas, o que inviabilizaria o encontro nessa data.

Para os advogados de Bolsonaro, a data escolhida pelo ministro “acaba por inviabilizar materialmente a própria realização da visita autorizada”. Por se tratar de funcionário “de alto escalão do Departamento de Estado dos Estados Unidos”, não há possibilidade concreta de estender a agenda de Beattie.

Moraes solicitou ao Ministério das Relações Exteriores “informações sobre a existência de agenda diplomática de Darren Beattie, atual Senior Advisor for Brazil Policy do Departamento de Estado dos Estados Unidos da América e, eventual pedido de visitação à Jair Messias Bolsonaro”.

Moraes havia determinado que o encontro ocorresse na quarta-feira em razão de ser o dia específico para visitas no 19 º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, a Papudinha, onde o ex-presidente cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado.

“Não há previsão legal ou excepcionalidade para realizar alteração específica de dia de visitação”, disse Moraes na decisão, lembrando que os visitantes devem se adequar ao regime do estabelecimento prisional e não o contrário, a fim de preservar a organização administrativa e a segurança do local.

Beattie vem ao País com o intuito de entender como funciona o processo eleitoral brasileiro. Segundo os advogados, a visita do assessor se “reveste de evidente interesse institucional”.

Nomeado ao cargo no mês passado, o assessor está encarregado de direcionar políticas e ações entre Washington e Brasília. Beattie é crítico do governo Lula e do ministro Alexandre de Moraes, pelo processo da trama golpista.

por Tribuna do Norte

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Ação federal oferece serviços gratuitos à população sem agendamento em Natal; veja quais

Natal receberá nesta sexta-feira (13) e no sábado (14) uma edição do programa Governo do Brasil na Rua, iniciativa que reúne órgãos federais para oferecer serviços públicos gratuitos à população. O atendimento ocorrerá das 8h às 17h no Instituto de Educação Profissional, Tecnologia e Inovação do RN (IERN), localizado na Avenida Capitão-Mor Gouveia.

Durante os dois dias de programação, diferentes instituições públicas vão prestar atendimentos sem necessidade de agendamento prévio. Entre os participantes estão os Correios, que pela primeira vez integram a ação, oferecendo orientações e serviços relacionados a cidadania, benefícios previdenciários e apoio ao empreendedorismo.

No estande da estatal, a população poderá realizar consulta e rastreamento de objetos postais, além de receber orientações para micro e pequenos empreendedores interessados em vender produtos pela internet, com informações sobre logística, precificação de fretes e comércio eletrônico.

Também estarão disponíveis atendimentos relacionados ao programa Serasa Limpa Nome, permitindo consulta de dívidas registradas no sistema, negociação direta com credores e possibilidade de acordos para regularização de pendências financeiras.

Outro serviço oferecido será a análise de descontos de entidades associativas em benefícios previdenciários, em parceria com o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A iniciativa é voltada principalmente para aposentados e pensionistas que desejam verificar descontos não autorizados em seus benefícios e solicitar a análise ou cancelamento.

A ação também inclui atendimentos relacionados ao benefício por incapacidade temporária, com solicitação do benefício, envio de documentos e agendamento de perícias médicas quando necessário. Além disso, será possível cumprir exigências documentais para processos em andamento junto ao INSS, com digitalização e envio imediato dos documentos ao sistema do órgão.

A abertura oficial do evento está prevista para as 10h desta sexta-feira e contará com a presença do ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, além da governadora do Rio Grande do Norte, Fátima Bezerra.

Por Tribuna do Norte

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Líder do Irã promete vingança e manter fechado Estreito de Ormuz

No primeiro pronunciamento público desde que foi eleito Líder Supremo do Irã, o aiatolá Mojtaba Khamenei prometeu, nesta quinta-feira (12), vingança “pelo sangue de seus mártires” assassinados por Israel e Estados Unidos (EUA), além de manter os ataques às bases militares do inimigo nos países do Oriente Médio.

“Não abandonaremos a busca por vingança. A vingança que temos em mente não se relaciona apenas ao martírio do grande Líder da Revolução. Pelo contrário, cada membro da nação que é martirizado pelo inimigo é um sujeito independente no dossiê de retribuição”, afirmou o aiatolá em mensagem lida pela mídia iraniana.

O novo chefe de Estado em Teerã, que substituiu o pai Ali Khamenei, assassinado em bombardeio no primeiro dia da guerra, ainda prometeu manter o Estreito de Ormuz fechado.

“Caros irmãos de armas! A vontade das massas populares é continuar a defesa eficaz e que cause pesar. Além disso, a alavanca do bloqueio do Estreito de Ormuz deve certamente continuar a ser utilizada”, afirmou.

O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã, por onde transitam cerca de 25% do petróleo mundial, tem abalado os mercados, obrigando países a decidirem liberar estoques de emergência.

Eixo da Resistência

Mojtaba Khamenei ainda prometeu cobrar os adversários pelos prejuízos econômicos causados pela guerra e manter o apoio do Irã ao Eixo da Resistência, formado por grupos paramilitares como Hamas e Hezbollah.

“Exigiremos indenização do inimigo e, se eles se recusarem, confiscaremos o máximo de seus bens que considerarmos apropriado e, se isso não for possível, destruiremos a mesma quantidade de seus bens”, completou o novo Líder Supremo iraniano.

Em relação ao Eixo da Resistência, que o Irã apoia e foi apontado como um dos motivos para Israel e EUA atacarem a República Islâmica, o aiatolá Mojtaba explicou que esse apoio “é parte inseparável dos valores da Revolução Islâmica”.

Vizinhos do Irã

O novo Líder Supremo acrescentou que está disposto a manter relações “cordiais e construtivas” com todos os 15 países que o Irã tem fronteira, terrestre ou marítima.

Mojtaba ponderou, contudo, que algumas bases militares desses países foram usadas pelo agressor para atacar o Irã. “Sem atacar esses países, alvejamos exclusivamente essas mesmas bases. De agora em diante, inevitavelmente continuaremos com isso”, prometeu.

Nessa quarta-feira (11), com abstenções da China e da Rússia, o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) aprovou resolução apresentada pelo Bahrein para que Teerã pare as retaliações contra países árabes da região.

Em seu primeiro comunicado, o Líder Supremo cobrou que os países que hospedam bases dos EUA para que esclareçam sua posição em relação aos agressores do Irã.

“Aconselho-os a fechar essas bases o mais rápido possível, pois já devem ter percebido que a alegação dos Estados Unidos de estabelecer segurança e paz não passava de uma mentira”, sugeriu o aiatolá.

Unidade iraniana

O filho de Ali Khamenei, o novo Líder Supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, ainda apelou para a necessidade de unidade entre “todos os estratos” da sociedade iraniana frente ao inimigo, deixando de lado as “divergências” internas e agradeceu aos combatentes iranianos.

“Meus sinceros agradecimentos aos nossos bravos combatentes que, com seus golpes esmagadores, bloquearam o caminho do inimigo e o fizeram abandonar a ilusão de poder dominar nossa querida pátria e possivelmente dividi-la”, completou.

Mojtaba Khamenei disse ainda que soube da sua nomeação pela imprensa iraniana e lembrou dos familiares mortos nos ataques israelenses e estadunidenses. Além do pai, Mojtaba perdeu a esposa, uma irmã e seu sobrinho pequeno, além de um cunhado casado com outra irmã.

Eleição da Assembleia dos Especialistas

No Irã, o Líder Supremo é eleito pela Assembleia dos Especialistas (ou dos Peritos), formada por 88 clérigos religiosos escolhidos por voto popular. Apesar do cargo ser vitalício, a Constituição do Irã permite que a Assembleia destitua o Líder Supremo.

No cargo de líder supremo há 36 anos, Ali Khamenei estava no topo da estrutura de Poder da República Islâmica do Irã que, além do Executivo, do Parlamento e do Judiciário, conta com o Conselho dos Guardiões, formado por seis indicados pelo Líder Supremo e seis indicados pelo Parlamento.

O Líder Supremo funciona como uma espécie de Poder Moderador no Irã. As Forças Armadas são diretamente ligadas a ele, e não ao Executivo.

Agência Brasil

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Ministro Zanin, do STF, nega ação que cobrava instalação da CPI do Master

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Cristiano Zanin negou, por questões processuais, a ação que cobrava a instalação da CPI do Banco Master na Câmara dos Deputados. A ação foi apresentada pelo deputado federal e ex-governador do Distrito Federal Rodrigo Rollemberg (PSB-DF).

Rollemberg acusou o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de omissão ao deixar de instalar a CPI para investigar as fraudes ocorridas na relação entre o Master e o Banco Regional de Brasília (BRB) mesmo após a coleta de 201 assinaturas mais do que o mínimo de um terço dos deputados.

Zanin argumentou que a ação aponta “resistência pessoal” de Motta à instalação da CPI sem, contudo, apresentar provas suficientes para demonstrar a acusação. “A prova pré-constituída juntada com a inicial não comprova a afirmação de direito com o grau de certeza exigido para a via do mandado de segurança”, afirmou o ministro.

Ele ressaltou que a decisão “em hipótese alguma” afasta a prerrogativa da Câmara dos Deputados de instaurar a comissão, “desde que atendidos os requisitos necessários para essa finalidade, inclusive aqueles previstos no Regimento Interno da Câmara dos Deputados”.

Na quarta-feira, 11, Toffoli se declarou suspeito para julgar o pedido. Ele havia sido sorteado relator do caso nesta quarta-feira. Em seguida, a ação foi redistribuída, por sorteio, a Zanin.

Em fevereiro, Toffoli deixou a relatoria das investigações sobre o Master após seu nome ser citado em mensagens extraídas do celular do banqueiro Daniel Vorcaro. O ministro negou qualquer relação com Vorcaro ou recebimento de valores, mas acabou se afastando do caso.

Estadão Conteúdo

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Toffoli é sorteado relator de pedido para que Câmara instale CPI do Banco Master

O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), foi sorteado relator de um mandado de segurança que pede a criação de uma CPI na Câmara dos Deputados do Brasil para investigar a relação entre o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).

A ação acusa o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), de “omissão inconstitucional” por não instalar a comissão, apesar do requerimento já apresentado por parlamentares.

Segundo o pedido, a demora na investigação de supostas fraudes financeiras pode gerar prejuízos ao sistema financeiro e à credibilidade da fiscalização parlamentar.

Toffoli já havia sido relator do caso envolvendo o Banco Master no STF entre novembro e fevereiro, mas deixou o processo após uma crise interna na Corte. A decisão ocorreu depois que a Polícia Federal do Brasil apontou menções ao nome do ministro em mensagens encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro.

Após a saída de Toffoli, a relatoria do caso principal foi assumida pelo ministro André Mendonça.

por Blog do BG

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STF determina prisão de 5 ex-membros da cúpula da PMDF por omissão no 8 de Janeiro

O Supremo Tribunal Federal determinou, nesta quarta-feira (11) a prisão de cinco ex-integrantes da cúpula da Polícia Militar do Distrito Federal condenados pelos atos golpistas de 8 de Janeiro de 2023. A decisão ocorre após as defesas esgotarem a possibilidade de recursos contra a condenação imposta.

Os cinco integrantes foram condenados a 16 anos de prisão e a perda dos cargos públicos pelos crimes de golpe de Estado, abolição violenta do Estado Democrático de Direito, dano qualificado e deterioração de patrimônio.

A determinação de prisão foi confirmada com a defesa dos coronéis acusados Marcelo Casimiro Vasconcelos Rodrigues e Paulo José Ferreira de Souza Bezerra pelo G1. Também foram condenados Klepter Rosa Gonçalves, subcomandante-geral; Jorge Eduardo Barreto Naime, coronel; e Fábio Augusto Vieira, comandante-geral à época.

O grupo de oficiais é acusado de não terem agido para evitar os ataques às sedes dos Três Poderes, mesmo tendo efetivo policial para conter os manifestantes. Na denúncia da Procuradoria-Geral da União, também é detalhado que os oficiais sabiam dos riscos da invasão aos prédios e, de forma propositada, não tomaram ações previamente, o que resultou em prejuízos superiores a R$ 25 milhões.

O julgamento no STF foi unânime, com o placar de 3 a 0 seguindo o voto do relator, o ministro Alexandre de Moraes.

Em seu voto, Moraes utilizou mensagens, depoimentos e comparações com protocolos de segurança para demonstrar que a PMDF tinha condições de evitar o ataque. Para ele, houve omissões com “contribuição relevante para o 8 de Janeiro”, além de “anuência tácita e conformação psicológica com o risco”.

Moraes afirmou que “não houve só falhas pontuais”; a corporação, segundo ele, já havia identificado potenciais ameaças. Por isso, pediu condenação pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado ao patrimônio da União e deterioração de patrimônio tombado.

por InfoMoney

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Ataque a tiros em Apodi deixa uma mãe morta e filha ferida

Um ataque a tiros deixou uma mãe morta e uma filha ferida na noite dessa terça-feira (10), em Apodi, na região Oeste do Rio Grande do Norte.

Segundo informações das autoridades, os criminosos foram atrás de um suspeito chamado Misael Ferreira da Silva, de 40 anos.

Ainda segundo a Polícia Militar do RN, Misael conseguiu fugir, mas sua mãe e irmã foram atingidas. Ambas foram levadas para o hospital da cidade, mas apenas as irmã sobreviveu.

Miralia da Silva, irmã de Misael, recebeu um tiro na região do quadril. Ela ainda está internada.

por Tribuna do Norte

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Gustavo Carvalho apresenta PEC para proteger servidores em empréstimos consignados após atraso de repasses no RN

Proposta busca garantir que trabalhadores não sejam penalizados por eventuais atrasos do Estado no repasse dos valores descontados em folha.

O deputado estadual Gustavo Carvalho (PL) apresentou, na Assembleia Legislativa do Rio Grande do Norte, uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que estabelece medidas de proteção aos servidores públicos que realizam empréstimos consignados. A iniciativa surge em meio à repercussão do atraso no repasse de valores descontados em folha pelo Governo do Estado às instituições financeiras.

Nos últimos meses, o tema ganhou destaque após a divulgação de informações por parte do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público da Administração Direta do RN (SINSP) sobre possíveis atrasos que podem chegar a cerca de R$ 600 milhões, segundo estimativas divulgadas na imprensa. Apesar da repercussão, o montante exato da dívida ainda não foi oficialmente esclarecido pelos órgãos competentes.

Até o momento, não houve uma apuração conclusiva por parte do Governo do Estado, nem posicionamento detalhado por parte do Banco do Brasil ou do Banco Central sobre o volume total de recursos em atraso. O único posicionamento público foi uma nota do secretário estadual de Finanças reconhecendo a existência da dívida, sem apresentar valores consolidados.

O tema também já havia sido discutido na Assembleia Legislativa. Em julho de 2025, durante audiência na Comissão de Finanças da Casa, o secretário afirmou que a situação estaria solucionada até dezembro daquele ano. No entanto, o problema ainda não foi resolvido.

Diante desse cenário, a PEC apresentada por Gustavo Carvalho busca criar garantias constitucionais para evitar prejuízos aos servidores. A proposta estabelece que os valores descontados em folha para pagamento de empréstimos consignados terão natureza de verba vinculada e transitória, não podendo ser considerados receita disponível do Estado. Dessa forma, o governo passa a ter obrigação constitucional de repassar integralmente os recursos às instituições financeiras dentro dos prazos estabelecidos.

Outro ponto central da proposta é a proteção direta ao servidor. Caso ocorra atraso ou inadimplência por parte do Estado no repasse dos valores, o trabalhador não poderá sofrer qualquer penalidade, restrição financeira ou impacto em seu histórico de crédito.

Segundo Gustavo Carvalho, a iniciativa busca garantir segurança jurídica aos servidores públicos e evitar que trabalhadores sejam responsabilizados por problemas administrativos do Estado. “O dinheiro do consignado já sai diretamente do salário do servidor. Portanto, não pertence ao Estado. O governo apenas intermedeia essa operação. Se houver atraso no repasse, o servidor não pode ser penalizado por algo que não foi causado por ele”, afirmou o parlamentar.

A proposta também reforça o entendimento de que os recursos descontados em folha devem ser tratados como valores destinados exclusivamente ao pagamento das operações de crédito contratadas pelos servidores.

Para o deputado, a PEC representa uma medida de proteção institucional em um momento de grande preocupação entre os trabalhadores do serviço público estadual. “A intenção é garantir que o servidor público do Rio Grande do Norte tenha segurança jurídica e não seja prejudicado por eventuais falhas administrativas ou financeiras do Estado”, destacou.

A proposta agora seguirá para tramitação na Assembleia Legislativa, onde deverá passar pelas comissões temáticas antes de ser apreciada em plenário.

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Ivan Júnior anuncia parceria com Pedro Filho em municípios do Vale do Açu: “Torço pela vitória e será uma surpresa”

A pré-candidatura de Pedro Filho a deputado federal ganhou um reforço de peso no interior do RN. O ex-prefeito de Assú, Ivan Júnior, uma das principais lideranças políticas do Vale do Açu, anunciou parceria com o projeto político de Pedro, ampliando a presença do pré-candidato em uma das regiões mais influentes do estado. O apoio de Ivan Júnior será em algumas cidades da região, não em Assú.

Com forte atuação política e articulação em diversos municípios do Vale, Ivan Júnior destacou que a pré-candidatura de Pedro Filho representa uma alternativa competitiva na disputa por uma vaga na Câmara dos Deputados.

“Acho que será uma grande surpresa. Temos parceria em várias cidades do Vale do Açu e, por uma questão de coerência, torço muito pelo sucesso de Pedro Filho. É um candidato da minha região, não tem como eu torcer contra”, afirmou Ivan Júnior em entrevista na Rádio Princesa FM, neste sábado (7).

A declaração reforça a expectativa de crescimento da pré-candidatura na região, considerada estratégica no cenário eleitoral potiguar. O apoio de Ivan Júnior amplia o diálogo de Pedro Filho com lideranças políticas e grupos locais que têm influência em diferentes cidades do Vale do Açu.

Para Pedro Filho, que é vereador em Assú, a parceria representa um passo importante na consolidação de sua base no interior do estado. “Ivan tem uma história de trabalho reconhecida em Assú e em todo o Vale. É uma liderança respeitada, que conhece profundamente a realidade da região. Esse apoio fortalece muito o nosso projeto”, destacou.

Nos bastidores da política potiguar, o movimento é visto como um avanço significativo da pré-candidatura de Pedro Filho no Vale do Açu, região que tradicionalmente exerce forte influência nas disputas proporcionais no Rio Grande do Norte.

por Blog do BG

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Flávio Bolsonaro visitará Natal no dia 21 de março

O pré-candidato à Presidência da República nas eleições de 2026, Flávio Bolsonaro, visitará Natal no próximo dia 21 de março. O anúncio foi feito nas redes sociais do deputado federal General Girão (PL-RN) e do deputado estadual Coronel Azevedo (PL-RN), que divulgaram o evento do político na capital potiguar.

Até o momento, não foram divulgados detalhes sobre a programação oficial de Flávio Bolsonaro em Natal, nem os compromissos que deverão ser cumpridos durante a visita.

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, que foi condenado pelo STF por tentativa de golpe de Estado e está preso, Flávio tem aparecido entre os nomes testados em pesquisas eleitorais para 2026.

Pesquisa Datafolha divulgada no sábado (7), em um eventual cenário de segundo turno, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) teria 46% das intenções de voto, contra 43% de Flávio Bolsonaro. O levantamento aponta, portanto, empate técnico dentro da margem de erro de dois pontos percentuais.

por Tribuna do Norte

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CPI contra Toffoli e Moraes tem as assinaturas suficientes

O senador Alessandro Vieira (MDB) informou na segunda-feira (9) que colheu as assinaturas necessárias para instaurar uma CPI a fim de investigar a conduta dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no caso do Banco Master.
Vieira apresentou um requerimento na última sexta-feira (6) para abertura da comissão. Nesta segunda, o parlamentar anunciou que havia colhido as 27 assinaturas necessárias para dar início ao processo de abertura da CPI.


“Vamos continuar a coleta até um número mais seguro e, em seguida, o pedido será protocolado. Sem condenação antecipada, mas com muita firmeza, vamos realizar uma investigação absolutamente necessária para resgatar a confiança dos brasileiros nas instituições”, declarou o senador.


Nos últimos meses, a condução do caso do Banco Master no STF gerou questionamentos sobre a imparcialidade de magistrados da Corte, sobretudo devido às suspeitas de envolvimento de Toffoli e Moraes com Daniel Vorcaro, o dono da instituição.


Toffoli, que era relator do caso no STF, deixou a condução do processo após a divulgação de notícias sobre uma sociedade que chegou a manter com uma empresa ligada a Vorcaro.


Nos últimos dias, mensagens interceptadas pela Polícia Federal no celular do banqueiro indicaram uma aproximação entre Vorcaro e o ministro Alexandre de Moraes, conforme revelou a colunista Malu Gaspar, do jornal O Globo.

Flávio assina CPI
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou ter assinado, na tarde da segunda-feira (9), o pedido de CPI para investigar a atuação dos ministros do STF Dias Toffoli e Alexandre de Moraes no Caso Master.


Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Flávio só assinou o requerimento após o senador Alessandro Vieira (MDB-SE) anunciar, no início da tarde, ter alcançado as 27 assinaturas mínimas necessárias para protocolar o pedido.


Flávio disse ter assinado o pedido às 13h26 e explicou que só não assinou antes pois estava preparando requerimento para incluir o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo.


“Acabei de assinar e vou apresentar um requerimento para aditar o escopo da CPI, para que também se investigue as atuações suspeitas de Fernando Haddad e Galípolo. Sobre o fundamento, vou dar publicidade em breve”, afirmou Flávio à coluna.


Inicialmente, como noticiou a coluna, o nome de Flávio não aparecia na lista divulgada por Alessandro Vieira com as 27 assinaturas mínimas necessárias para a CPI. A lista também não tem senadores do PT do presidente Lula.


Além de Flávio, o senador Dr. Hiran (PP-RR) assinou o requerimento para a CPI após o anúncio de Vieira. Com isso, o pedido de criação da comissão passou a ter assinaturas de 29 senadores.

CAE espera ouvir Vorcaro


A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) pretende ouvir o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, em audiência pública na terça-feira (10), às 10h. Até o fim da manhã desta segunda-feira (9), a comissão aguardava a confirmação do comparecimento. 
Preso pela Polícia Federal na quarta-feira (4), o banqueiro já desmarcou a presença na CAE inicialmente prevista para o início do mês, na terça-feira (3). Também faltou às convocações da CPI do Crime Organizado e da CPMI do INSS. Desde fevereiro, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça tem decidido pelo comparecimento facultativo de Vorcaro. 

Grupo de trabalho


A CAE possui, desde fevereiro, um grupo de trabalho destinado a acompanhar as investigações sobre as fraudes financeiras do banco Master.

Presidente vai conversar com Mendonça

O presidente da CPI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), disse nesta segunda-feira que vai pedir pessoalmente ao ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), para que Daniel Vorcaro, que está preso em Brasília, possa comparecer à comissão para prestar esclarecimentos sobre a atuação do banqueiro à frente do Master.


Viana também informou que o depoimento do ex-sócio de Vorcaro, Augusto Lima, está previsto na comissão nesta quarta-feira. No dia seguinte, o colegiado se reunirá novamente para aprovar o requerimento de convocação de Fabiano Zettel, cunhado de Vorcaro.
Acusado de ser operador financeiro de Vorcaro no esquema, Zettel também está preso.


Mais cedo, os depoimentos previstos para a tarde desta terça-feira foram cancelados. Apesar disso, Viana decidiu manter a sessão para que os parlamentares possam se manifestar, diante do agravamento do escândalo e a revelação de troca de mensagens entre o ministro Alexandre de Moraes e Vorcaro, como revelou O GLOBO.


Segundo o presidente da CPI, Vorcaro não pode ser considerado investigado na CPI porque o relatório do deputado Alfredo Gaspar (União-AL) na comissão ainda não está pronto. Este tem sido o argumento utilizado por Mendonça para não obrigar Vorcaro a depor na CPI, diferentemente de testemunhas dispostos a colaborar para ajudar a esclarecer os fatos.


Um dos depoimentos esperados desta terça-feira era de Leila Pereira, CEO da Crefisa e presidente do Palmeiras. Segundo Viana, no domingo, ela pediu para adiar o comparecimento por conta de compromisso decorrente da vitória do time.


Na segunda, a defesa dela afirmou que ela não viria porque tem a respaldo da decisão do ministro do STF, Flávio Dino, que suspendeu a votação em bloco de 87 requerimentos e todas as convocações aprovadas pela CPI. Entre eles, a quebra sigilo do filho do presidente Lula, Fabio Luís da Silva.


Segundo Viana, o depoimento de Leila está mantido para a próxima segunda-feira. Ele disse ainda acreditar que o pleno do STF reverta a decisão de Dino.


“Não é possível que o Congresso Nacional seja afrontado da maneira como está sendo afrontado por decisões monocráticas de ministro do Supremo, decisões, na minha opinião, políticas, decisões que não têm embasamento constitucional, que são flagrantes desrespeitos ao trabalho de comissões parlamentares. Nós temos que reagir.”, afirmou Viana.


O depoimento do CEO do C6, Artur Brotto Azevedo, também foi cancelado com base no mesmo argumento de Leila Pereira. Já do presidente a Dataprev, processadora de governo federal, Rodrigo Ortiz, foi adiado para 23 de março.


Viana queixou-se que a CPI enfrenta seu momento mais difícil porque as investigações apontam o envolvimento de “pessoas importantes”, que usam artifícios para não comparecer.

por Tribuna do Norte

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Familiares protestam após morte de trabalhador em ataque de pitbull: ‘Força para lutar pela justiça’

Familiares e amigos de Francisco Paulo da Silva realizaram protesto na tarde desta segunda-feira (9), após a morte do idoso em razão de ataque sofrido por cão da raça pitbull, na última sexta-feira (6), em Extremoz. O protesto é motivado contra a tutora do cão, que foi presa no domingo (8) por suspeita de ter provocado a situação que resultou na morte do trabalhador.

A manifestação aconteceu nas intermediações da Central de Custódia do Judiciário, no bairro da Ribeira, onde acontece a audiência de custódia da detida.

Francisco Paulo da Silva tinha 62 anos, e havia sido contratado para realizar a limpeza de área externa da casa da tutora do animal. A família do idoso alega que foi ao final do serviço que o homem foi atacado pelo cão, sofrendo o ferimento grave na perna que o levou a óbito ainda no local.

Apesar do choque e indignação inicial, a família de Francisco afirma que estão dispostos a buscar a justiça pela morte do trabalhador. “Já estamos com um advogado, que abraçou a nossa causa e, apesar de no início não conseguirmos falar, hoje já estamos prontos e com força para lutar pela justiça da morte do meu pai”, conta a filha, que preferiu não se identificar. Ele deixou dois filhos e esposa.

Em entrevista à TRIBUNA DO NORTE, familiares contaram que testemunhas no local relataram ouvir pedidos de socorro do trabalhador, e alegam que a mulher demorou a acionar o socorro médico.

A mulher foi detida no domingo sob mandado de prisão temporária, expedido após o conhecimentos de novas informações sobre o caso. “Os novos elementos foram apresentados por uma testemunha que procurou a Polícia Civil e encaminhou fotos, áudios e capturas de tela de conversas que indicariam que a investigada teria provocado a situação que resultou na morte da vítima. De acordo com o material apresentado, o fato teria sido motivado por razões xenofóbicas e racistas”, diz a nota da Polícia Civil.

por Tribuna do Norte

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Brasil já tem mais de um cartão de crédito por pessoa e setor caminha para saturação

A cada minuto, os brasileiros fizeram, em média, pouco mais de 40 mil transações por cartão de crédito no ano passado, segundo dados da Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs). O número dá uma dimensão do papel central que o instrumento ganhou no consumo das famílias, em um movimento que aquece a briga de bancos e fintechs emissores pela concessão do crédito que lastreia o plástico. Pelas projeções do mercado, ainda há espaço para expansão no curto prazo, mas a disputa cada vez mais acirrada deve desafiar o setor a estruturar estratégias mais agressivas para fidelizar os clientes.

Em 2025, as transações em cartão de crédito movimentaram R$ 3,1 trilhões no Brasil, um crescimento de 14,5% em relação a 2024, de acordo com a Abecs. O salto é bem maior que registrado pelo estagnado cartão de débito, que registrou leve variação positiva de 0,2%, a R$ 1 trilhão.

As cifras são sustentadas por um volume recorde de 243 milhões de cartões de crédito ativos no final do primeiro semestre do ano passado, conforme as estatísticas mais atualizadas do Banco Central. A conta, portanto, é de mais de um cartão ativo por pessoa, em um País de 213,4 milhões de habitantes, pelas estimativas do IBGE.

O cenário significa que as instituições financeiras terão que competir pela atenção de um público exigente e que já dispõe de múltiplas opções. O ambiente concorrencial pode levar o segmento a um ponto de saturação, em que os mais importante será a principalidade, afirma o sócio e presidente da Boanerges & Cia Consultoria, Boanerges Ramos Freire. “O consumidor pode ter diversos cartões na carteira, mas sempre haverá um que concentra o seu relacionamento principal, usado com mais frequência”, explica.

Emissores apostam em lançamentos

De olho na tendência, os principais emissores vêm ampliando a concessão do crédito para incentivar a preferência do correntista. Os quatro maiores bancos de capital aberto do País – Itaú Unibanco, Bradesco, Banco do Brasil e Santander Brasil – fecharam 2025 com uma carteira de cartão de crédito que somava R$ 373,7 bilhões, um avanço de 11,5% em relação a dezembro de 2024.

Para as instituições tradicionais, o foco recai principalmente sobre clientes de maior renda, diante da maior dificuldade para rentabilizar os usuários em faixas salariais mais baixas. A estratégia é marcada pela incorporação de serviços exclusivos, acesso a pré-vendas de shows e salas VIPs em aeroportos.

O Itaú, por exemplo, lançou sua versão do Visa Infinite Privilege, voltado para o público que representa 0,1% dos mais ricos do Brasil. O Bradesco, por sua vez, anunciou novos cartões em parceria com a United e a rede hotéis Marriott. Pelo menos sete emissores também já confirmaram intenção de oferecer o Mastercard World Legend, posicionado acima da categoria Black. Para a classe média, os bancos apostam em opções isentas de anuidade e com possibilidade de cartão adicional. É o caso do FREE, do Santander, que também elimina as taxas sem demandar gastos mínimos.

Já o Nubank promoveu uma rodada agressiva de aumentos nos limites de cartões de crédito, com ajuda de ferramentas de inteligência artificial que ajudam a identificar a dimensão e os beneficiários dos ajustes. Segundo o CEO da fintech, David Vélez, um reflexo desse movimento é o aumento no volume de limites não utilizados, que avançaram de US$ 18 bilhões para US$ 28 bilhões em um ano.

Na renda alta, em que oferece o Ultravioleta, o Nubank afirma ter 40% da base de consumidores com renda mensal superior a R$ 12 mil. “Mas eles não estão usando nosso cartão como o primário, muitas vez porque demos limites menores inicialmente”, disse o CFO do banco digital, Guilherme Lago. “Precisamos melhorar a proposta de valor do produto, o que temos feito nos últimos trimestres”.

Próximo da saturação

Apesar da oferta crescente, a primazia do cartão no consumo ganhou um concorrente de peso com a popularização do Pix. A integração do sistema de pagamentos com o crédito, o chamado Pix Parcelado, deve ampliar a competição e pode ameaçar a soberania do plástico, de acordo com análise da Fitch Ratings. No final do ano passado, o Banco Central desistiu de regular o produto e deixou o mercado livre para definir taxas, prazos e formas de cobrança.

Para a Fitch, emissores e bandeiras terão que se adaptar com a criação de diferenciais que gerem melhor proposta de valor para os cartões. “O novo produto pode reduzir a participação de mercado dos cartões de crédito nos pagamentos, especialmente nas transações de “parcelado sem juros”, potencialmente a custos mais baixos tanto para consumidores quanto para lojistas”, diz a agência.

O sócio e membro das práticas de serviços financeiros da consultoria Bain & Company, André Mello, ainda não vê o mercado de cartões de crédito em um ponto de saturação, mas avalia que há espaço para mais uns dois a três anos de crescimento no setor “Ainda não está lá, tem bastante oportunidades, mas o volume transacionado de cartões está chegando perto de um patamar de saturação”, diz.

por Estadão Conteúdo

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‘Com o encarecimento do crédito, expandir a produção e investir fica ainda mais caro’, diz Larissa Nocko

A indústria brasileira deve enfrentar em 2026 um cenário de crescimento mais moderado, pressionado principalmente pelo elevado patamar das taxas de juros e pela concorrência de produtos importados. A avaliação é da economista Larissa Nocko, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), que aponta o crédito caro como um dos principais fatores por trás da perda de dinamismo da atividade industrial, especialmente na indústria de transformação.

Nesta entrevista concedida à TRIBUNA DO NORTE, Nocko explica os efeitos dos juros altos, os efeitos do aumento da entrada de bens importados, especialmente de consumo, e os setores mais impactos pela desaceleração. Na entrevista, ela também analisa o comportamento do mercado de trabalho, que permanece aquecido, mas começa a dar sinais de perda de ritmo, além de comentar os possíveis efeitos da reforma tributária e o debate sobre a redução da jornada de trabalho, tema que, segundo ela, exige cautela por causa dos impactos potenciais sobre os custos das empresas.

Quais fatores explicam a projeção que a CNI faz sobre um menor crescimento industrial em 2026?
Talvez o principal fator que contribua para essa perda de dinamismo, principalmente da indústria de transformação, é o elevado patamar das taxas de juros. Então, esse elevado patamar tem vários caminhos pelos quais afeta a atividade econômica. Talvez o principal deles, o mais claro deles, seja o crédito. Com o encarecimento do crédito, esse processo fica mais caro, tanto para os empresários que querem expandir seus negócios, aumentar sua produção, adquirir máquinas e equipamentos, quanto para os consumidores. Então, todas as compras que passam por um financiamento acabam ficando mais caras.

Esses juros altos afetam a atividade industrial em outros aspectos?
Eles também afetam por um canal que a gente chama de canal das expectativas. Então, diante de taxas de juros elevadas, para os próximos meses, os empresários também acabam construindo essa perspectiva de que vai ser uma demanda mais enfraquecida, com esse mercado um pouco mais contido. No entanto, não é só a taxa de juros que explica esse comportamento, existe um outro agravante que tem sido percebido, que é essa forte entrada de bens importados, principalmente de bens de consumo, o que acaba capturando uma parte importante do mercado consumidor, que seria da produção doméstica, mas acaba prejudicando o faturamento, o mercado das indústrias nacionais.

E quais são os setores da indústria que devem ficar mais sensíveis a essas oscilações?
Há particularidades que afetam mais diretamente cada setor e a estratégia de cada negócio. Mas em linhas gerais, o que a gente consegue observar que aconteceu em 2025 e que não deve mudar muito em 2026, é que os setores que são mais sensíveis ao ciclo econômico, ou mais dependentes do mercado de crédito, devem ser mais impactados por esse processo de desaceleração como a gente já vem enxergando no varejo. Isso porque o patamar elevado dos juros, embora a CNI espere o início do comportamento de queda das taxas de juros a partir da próxima reunião do Comitê de Política Monetária, a economia ainda deve conviver com um patamar bastante restritivo até o fim do ano. A gente está falando de uma perspectiva de que a taxa Selic encerre o ano em 12% no final de dezembro de 2026. Outros setores mais sensíveis à dinâmica da renda têm vivido com o mercado de trabalho bastante reduzido e mostrado também uma desaceleração, mas de forma mais sustentável.

Caso haja esse ciclo de cortes, quando a Industria começaria a sentir os efeitos?
É importante ter cuidado quando a gente fala do período em que a taxa de juros afeta a atividade econômica, porque esses efeitos são prolongados, mas eles afetam a atividade econômica e a atividade industrial em diferentes frentes. Diante do início do ciclo de cortes, as expectativas para os próximos meses é que melhorem em alguma medida. No entanto, um corte de 0,25 ponto percentual na taxa Selic não deve contribuir de forma significativa para o barateamento do crédito para os empresários e para os consumidores. Então, esses efeitos devem ser graduais. É por isso que a nossa percepção é que a política monetária vai permanecer sendo bastante restritiva sobre a atividade econômica ainda ao longo do ano de 2023 como um todo.

Neste cenário, quais estratégias as indústrias podem adotar para manter a competitividade e preservar empregos?
Essa é uma pergunta bastante desafiadora, porque em um momento de desaceleração em que a gente nota um comportamento mais enfraquecido da demanda, as soluções vão passar pelas particularidades de cada setor. Então, eu acho que isso também passa pela forma de acesso a crédito que cada porte, cada setor consegue ter dentro do seu nicho, mas acaba sendo um ano que talvez a cautela fale mais alto. De qualquer forma, é importante destacar que a gente está falando de um crescimento mais fraco. A gente não tem no nosso cenário um comportamento de queda da atividade econômica e sim de um crescimento mais fraco em relação aos últimos anos.


Inclusive, o índice de confiança está 14 meses abaixo da linha de 50 pontos. O que explica a persistência do pessimismo?
Então, os empresários são perguntados mensalmente a respeito das condições atuais, tanto da economia geral quanto da sua empresa, e das expectativas deles para os próximos seis meses com relação à economia como um todo e a própria empresa também. Então, o interessante do índice de confiança é que ele captura esse aspecto de informação, de expectativa. Diante de um patamar de juros elevados, da forte entrada de bens importados no mercado doméstico, os empresários olham lá pra frente e percebem um cenário de desaceleração em que a sua demanda vai ser comprometida. E isso acaba impactando o índice de confiança.

Qual avaliação se faz desse início de ano na geração de empregos na industria que teve saldo positivo, mas na comparação anual houve uma desaceleração?
É importante ter em vista que os dados divulgados nessa semana contam com com os efeitos sazonais, típicos de cada mês. O mercado de trabalho como um todo se …

Colômbia vai às urnas neste domingo para eleger Congresso e definir candidatos presidenciais

Os colombianos vão às urnas neste domingo, 08, para renovar o Congresso e afunilar o leque de aspirantes ao cargo mais alto do país. Mais de três mil candidatos disputam as 102 cadeiras disponíveis no Senado e as 183 na Câmara dos Representantes, em um pleito com 41,2 milhões de eleitores habilitados.

O novo Congresso deverá governar com o sucessor de Gustavo Petro sem possibilidade de reeleição, após uma tensa relação com o Legislativo que fez contrapeso e não aprovou todas as suas reformas sociais.

O partido político de Petro, Pacto Histórico, aposta em aumentar suas cadeiras no Congresso para conseguir maioria e alavancar as reformas pendentes e o pedido de realizar uma Assembleia Constituinte para modificar a carta magna, que ainda está em gestação e que precisaria do aval do Parlamento.

Enquanto isso, a direita, que é oposição, busca voltar a ser uma das forças mais relevantes no Legislativo. O Centro Democrático, principal partido opositor, está impulsionado pelo influente ex-presidente Álvaro Uribe Vélez (2002-2010), que se lançou como candidato ao Senado.

As “primárias”

Os colombianos poderão votar nas consultas interpartidárias, que somam 16 candidatos de três correntes políticas: centro, centro-esquerda e direita. Os três candidatos que vencerem em cada uma delas deverão ir direto para o primeiro turno presidencial previsto para 31 de maio.

Os candidatos encontraram na figura das consultas uma forma de medir seu potencial eleitoral antes de chegar ao primeiro turno. Há quatro anos, Petro participou e venceu na consulta da esquerda competindo com Francia Márquez, que depois se tornou sua vice-presidente.

No entanto, nas consultas atuais não participam os dois postulantes, que até agora as pesquisas mostram como líderes: o esquerdista Iván Cepeda, do partido de Petro, e o ultradireitista Abelardo de la Espriella.

“As consultas podem ser um sucesso ou um fracasso. Ganhar uma consulta não necessariamente dá viabilidade a quem a vence; o que dá viabilidade é mostrar que tem um músculo eleitoral que lhe permita competir com os líderes que não participaram delas”, assegurou à Associated Press o analista político Gabriel Cifuentes.

Ele acrescentou que, após a votação de domingo, começará uma segunda fase da campanha presidencial na qual estarão definidos os candidatos ao primeiro turno e, no caso dos vencedores das consultas, se saberá com que potencial eleitoral contam.

Na consulta de centro-esquerda participam dois candidatos afins a Petro, entre eles o ex-embaixador no Reino Unido, Roy Barreras.

Na do centro competem Claudia López, ex-prefeita de Bogotá, e Leonardo Huerta, um advogado pouco conhecido.

Enquanto que pela direita se medem nove candidatos, incluindo Paloma Valencia, a postulante do principal partido de oposição.

A jornada eleitoral é custodiada em todo o país por mais de 126 mil em efetivos da força pública. As fronteiras permanecem fechadas e foi proibido o consumo de bebidas alcoólicas.

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